
Amenizado o incômodo com a tal pulga atrás da orelha de ontem (na verdade, liguei o f.... para ela e quem tratou de colocá-la lá), volto aqui para dizer o que já queria antes: sobre o amor que sinto por algumas pessoas. Citarei alguns exemplos:
No último domingo recebi a notícia da vitória do André no Festival do CCAA, em Belém. Ele e sua banda Bate a Campa concorriam com várias bandas (não sei ao certo quantas, quase 20) a um prêmio muito significativo: a possibilidade de gravar um cd! E o André venceu! Fiquei super feliz por isso, por tudo o que essa vitória representa na carreira do André, na realização de um sonho que, como já disse antes, é lindo. O André é um músico super talentoso, merece tal realização.
Pude observar, a partir da minha reação a uma conquista que é do André, que é, sim, possível ser solidário na felicidade alheia. Não sei se a palavra é exatamente essa. Deixe-me explicar melhor... Neste caso específico, não sei em que medida a vitória produz mudanças em minha vida. Nada indica que a partir desse prêmio ele estará mais próximo ou mais distante de mim, ou seja: não tenho nada a ganhar com isso. No entanto fiquei feliz como se fosse eu mesma a vencedora.
É isso, talvez a palavra correta seja empatia, e não solidariedade.
É o que ocorre quando fico preocupada diante das buscas da Chris por bem estar; quando sinto dor quando leio os relatos de solidão da Mi (aliás, já até chorei junto com a Mi ouvindo-a contar seus sentimentos. Lembra, Mi?); quando me enchi de felicidade ao ver os olhos apertadinhos da Kaori se apertarem ainda mais pelo enorme sorriso no rosto, durante seu casamento; quando senti um enorme bem estar ao ver Carmen cantando para seu amado, realizada, na festa de casamento mais internacional e musical que já vi...
E muitos outros etcs!
A empatia é uma habilidade que o psicólogo precisa desenvolver, para que possa realizar bem seu trabalho. Ao se colocar no lugar do outro (entrando em contato com as contingências que controlam o comportamento do outro) estando ao mesmo tempo no seu próprio lugar, o psicólogo consegue se aproximar do que esse outro sente e buscar referências externas para o próximo passo a seguir.
Sei que essa é uma habilidade que não é exclusiva do psicólogo, mas essencial para ele. E sei também que não sou psicóloga em tempo integral. Mas uma coisa é certa: sou empática em tempo quase integral...
Obs: Buscando imagens para ilustrar este post, descobri um outro blog falando coisas muito semelhantes sobre empatia!
Imagem: Nela Vicente - Empatia








