O amor se apresenta sob diversas formas, não é? Para além do amor erótico, é bem possível - e comum - experimentarmos amor em relações nas quais o que está em jogo é simplesmente o bem estar do outro.
Interessante como isso vem se apresentando para mim nos últimos dias:
- o amor que o cliente diz sentir por mim, muito provavelmente confundido com um sentimento de gratidão pela atenção e cuidado que dispensei a ele num momento de profunda dor;
- o amor imenso que sinto pelo Poeta, vivenciado agora na forma de desejos intensos de que ele seja muito feliz e se encontre enfim (o amor mais bonito que já senti, lembra?);
- a felicidade ao ouvir da cliente que ela está conseguindo assumir o controle da própria vida, após anos de esquiva e torpor (a essa felicidade só posso dar o nome de amor).
Será que é esse o segredo dos meus olhos, o bem estar do outro? Isso me preenche tanto, me traz um sentido de realização e ao mesmo tempo de quero mais... Obviamente isso não é puramente altruísta, uma vez que me faz bem ver a felicidade do outro, a mudança rumo ao empoderamento.
Pensando...
Imagem: Grazi Marchezini