
Curioso... estou aqui olhando para a página de postagem do blogger, pensando qual seria um bom tema para escrever. Comecei um. Apaguei. Comecei outro. Apaguei de novo. E vejo agora que, apesar de diferentes, esses mal-fadados temas convergem num ponto: o futuro.
O primeiro tema deletado foi exatamente sobre o futuro. Citaria um trecho que li há algumas horas do livro do Osho, que o André me deu em 2004. No entanto travei.
O segundo tema seria sobre a atividade de correr e como isso me faz bem. Comecei a pensar porque voltei a correr... Me lembrei de uns sonhos que tive há cerca de duas semanas... Por várias noites seguidas sonhei que caminhava com muita dificuldade, em lugares que conhecia, mas sob circunstâncias estranhas (de madrugada, sozinha). Nesses sonhos eu andava, andava, andava e não progredia, não chegava nunca... Fiquei muito incomodada com esses sonhos e resolvi caminhar (de fato), até mesmo para provar pra mim mesma que era capaz de andar, de me mover, de atingir meus objetivos.
Caminhar foi bom. Tenho alternado caminhada e corrida. Enquanto corro desafio a mim mesma, tento (e consigo) quebrar limites, meus próprios limites. E quando caminho depois da corrida entro numa espécie de transe, uma sensação muito boa... algo como sentir o corpo inteiro e ao mesmo tempo não sentir nada.
Mas juntando tudo agora, chego a conclusão de que meu futuro é atualmente uma incógnita pra mim. No livro, Osho dizia que o futuro só existe enquanto uma projeção dos nossos desejos. E eu não sei quais são meus desejos hoje. É como se eu não conseguisse caminhar (muito menos correr) porque não sei quais são meus limites, onde estou caminhando, onde quero chegar.
Para mim essa é uma situação estranha. Sou o tipo de pessoa que sempre teve um projeto de vida, que buscou realizar esse projeto sacrificando muita coisa, vencendo limites, lutando muito.
Então hoje olho pra frente e não vejo nada. E minhas pernas ficam pesadas...